O sistema de zonas é um processo fotográfico para se ter um melhor
aprimoramento da luz registrada no negativo e no papel fotográfico.Foi desenvolvido pelo fotógrafo americano Ansel Adams (1902/1984), juntamente com Fred Archer, onde tinha o maior cuidado em observar o local a ser fotografado, bem como a luz incidente na paisagem e como ficaria a densidade da imagem no papel, para assim obter o resultado desejado no produto final. Era considerado extremamente técnico, pois tudo deveria estar nos devidos conformes. Em meio a natureza, existem 10 tipos de tons de cinzas, onde o processo de sistema de zonas possibilita compreendê-los e manipular de maneira correta os seus matérias para chegar o mais próximo possível do original.
Segundo Ansel Adams a escala funciona da seguinte maneira:
Zona Tons Observações
0 5.0 Preto máximo do papel fotográfico. Preto puro.
I 4.0 Tom percebido com o preto, levemente diferenciado do –3.0.
II 3.0 Cinza escuro, limite entre o visível e invisível de texturas.
III 2.0 Primeiro tom de cinza escuro.
IV 1.0 Cinza Intermediário.
V 0 Cinza médio padrão. Índice de reflexão 18%.
VI +1.0 Cinza claro.
VII +2.0 Tom de cinza mais claro, com percepção definida das texturas.
VIII +3.0 Último tom de cinza claro, onde as texturas não são mais reconhecidas.
IX +4.0 Branco máximo do papel fotográfico. Branco puro.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
LAB_P&B - O Processo de revelação preto e branco / Filme
Para entrar no laboratório de revelação precisamos de alguns cuidados como óculos e jalecos, pois os químicos são corrosivos.
Primeiramente precisamos de um lugar adequado, ou seja, um ambiente que não entre luz (qualquer mínima entrada de luz pode danificar seu filme), com bacias e bancada para colocar os materiais e também uma pia para ajudar no processo de lavagem dos filmes.
Os materiais básicos para revelação são: tanque de revelação (a tampa do tanque permite a entrada e saída dos líquidos sem precisar abrir, através de um furo, mas com total vedação de luz), espiral, termômetro, revelador, interruptor, fixador e copos medidores.
O primeiro passo deve ser feito em um ambiente totalmente sem luz, e é o passo que considerei mais chatinho de se fazer, consiste em enrolar todo o filme em um espiral, tome cuidado para não tocar na emulsão e tenha paciência durante o processo, é importante deixar um espaço entre as voltas, se o filme encostar um no outro não vai permitir a passagem dos líquidos e vai comprometer a revelação. Em seguida coloque a espiral no tanque, feche bem e as próximas etapas podem ser feitas com a luz acesa.
Prepare o revelador, é necessário medir a temperatura do revelador e verifique na tabela o tempo correspondente à diluição, à temperatura e ao filme. Coloque o revelador no tanque e agite de 1 em 1 minuto durante 15 segundo, após cada pausa bater o tanque na bancada para não deixar as bolhas, transcorrido o tempo indicado na tabela, despeje o revelador numa bacia.
Encha o tanque com o interruptor, agite durante 1 minuto, depois descarte o liquido em outra bacia.
Próximo passo é colocar o fixador no tanque e agite a cada 1 minuto por 10 minutos (esse químico é o único que pode ser reaproveitado)
Depois desse processo o tanque pode ser aberto.
Por último lave o filme em água corrente durante 10 minutos, deixe o filme secar e está pronto!
Na ampliação:
Para uma melhor qualidade de revelação geralmente usamos uma prova de contato, que é o negativo sobre o papel fotográfico. Devemos sempre manusear o papel com as mãos secas e limpas, cuidando para que não haja nenhum químico nem água nas mãos para não manchar e marcar com digitais a fotografia, por isso geralmente se usa margem no papel, já que onde existe ela não foi sensibilizado o papel e toda prata ali será removida, isso ajuda a evitar as manchas. As pinças devem sempre pegar essa margem branca, para que não deixem marcas no papel. Para fazer um melhor ajuste da imagem no ampliador deixe-o no tamanho próximo ao da folha com o foco já ajustado, faça esse procedimento com o filtro de proteção vermelho, depois coloque o papel com o filtro veja se está corretamente ajustado, agora pode retirar o filtro de proteção.
É a hora de fazermos uma prova de teste, para encontrarmos o tom exato, devemos colocar uma tira de papel fotossensível e com auxilio de um papel preto, vamos tapando partes do papel fotográfico, e a cada 3 segundos vamos destapando e diminuindo o papel, daí colocamos para fazer o processo de revelação, e escolhemos o tempo exato.
Primeiramente precisamos de um lugar adequado, ou seja, um ambiente que não entre luz (qualquer mínima entrada de luz pode danificar seu filme), com bacias e bancada para colocar os materiais e também uma pia para ajudar no processo de lavagem dos filmes.
Os materiais básicos para revelação são: tanque de revelação (a tampa do tanque permite a entrada e saída dos líquidos sem precisar abrir, através de um furo, mas com total vedação de luz), espiral, termômetro, revelador, interruptor, fixador e copos medidores.
O primeiro passo deve ser feito em um ambiente totalmente sem luz, e é o passo que considerei mais chatinho de se fazer, consiste em enrolar todo o filme em um espiral, tome cuidado para não tocar na emulsão e tenha paciência durante o processo, é importante deixar um espaço entre as voltas, se o filme encostar um no outro não vai permitir a passagem dos líquidos e vai comprometer a revelação. Em seguida coloque a espiral no tanque, feche bem e as próximas etapas podem ser feitas com a luz acesa.
Prepare o revelador, é necessário medir a temperatura do revelador e verifique na tabela o tempo correspondente à diluição, à temperatura e ao filme. Coloque o revelador no tanque e agite de 1 em 1 minuto durante 15 segundo, após cada pausa bater o tanque na bancada para não deixar as bolhas, transcorrido o tempo indicado na tabela, despeje o revelador numa bacia.
Encha o tanque com o interruptor, agite durante 1 minuto, depois descarte o liquido em outra bacia.
Próximo passo é colocar o fixador no tanque e agite a cada 1 minuto por 10 minutos (esse químico é o único que pode ser reaproveitado)
Depois desse processo o tanque pode ser aberto.
Por último lave o filme em água corrente durante 10 minutos, deixe o filme secar e está pronto!
Na ampliação:
Para uma melhor qualidade de revelação geralmente usamos uma prova de contato, que é o negativo sobre o papel fotográfico. Devemos sempre manusear o papel com as mãos secas e limpas, cuidando para que não haja nenhum químico nem água nas mãos para não manchar e marcar com digitais a fotografia, por isso geralmente se usa margem no papel, já que onde existe ela não foi sensibilizado o papel e toda prata ali será removida, isso ajuda a evitar as manchas. As pinças devem sempre pegar essa margem branca, para que não deixem marcas no papel. Para fazer um melhor ajuste da imagem no ampliador deixe-o no tamanho próximo ao da folha com o foco já ajustado, faça esse procedimento com o filtro de proteção vermelho, depois coloque o papel com o filtro veja se está corretamente ajustado, agora pode retirar o filtro de proteção.
É a hora de fazermos uma prova de teste, para encontrarmos o tom exato, devemos colocar uma tira de papel fotossensível e com auxilio de um papel preto, vamos tapando partes do papel fotográfico, e a cada 3 segundos vamos destapando e diminuindo o papel, daí colocamos para fazer o processo de revelação, e escolhemos o tempo exato.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Revela%C3%A7%C3%A3o_fotogr%C3%A1fica
Carmel, Ansel Adans. A cópia. Califórnia, 2ª ed. São Paulo: SENAC, Setembro de 1982.
Fonte das Imagens: http://captar.blogspot.com/
Carmel, Ansel Adans. A cópia. Califórnia, 2ª ed. São Paulo: SENAC, Setembro de 1982.
Fonte das Imagens: http://captar.blogspot.com/
Disciplina: Laboratório Preto e Branco / Ulbra
Curso: Curso Superior de Tecnologia em Fotografia
Professora:Fernando Pires
2013/1
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